Se a aprovação dos outros é muito importante para você, podemos estar diante de uma situação chamada codependência.

O problema é que a codependência se mostra contrária ao respeito e ao reconhecimento dos nossos próprios limites, a ponto de não sabermos identificar onde começa um e termina o outro.

Em se tratando de relacionamentos, a codependência pode ser confundida como “se dar bem”, quando na verdade estamos falando de sacrifícios, porque, a todo momento, há a necessidade de agradar, de nutrir, proteger ou apoiar.

 

Nos relacionamentos saudáveis há o anseio por um parceiro íntegro que saiba ser ele mesmo, que aja de acordo com seus próprios valores e também estabeleça limites.

Nas relações sociais, ao aceitarmos um convite para um passeio com uma amiga quando não estamos dispostas, mas tentamos nos convencer de todas as formas que será bom, podemos estar diante de um caso de codependência. Então, observe se você não está crônica ou habitualmente mais focada nos outros do que em você mesma.

Se você vive flutuando entre as necessidades, desejos e solicitações alheias, programações que os outros lhe impõem, certamente você está “navegando” sem âncora.

Não estou dizendo que você deva ser uma criatura absolutamente individualista, mas deve haver uma sintonia entre seus préstimos e a necessidade alheia.

Mudar esse “hábito” pode levar tempo, mas é possível.

Comece praticando compaixão consigo mesma quando se deparar com esses momentos de codependência.

Há um egoísmo descrito como “egoísmo inteligente” em que honramos primeiro as nossas necessidades para, em um segundo momento, ceder às solicitações do nosso entorno.

Evite pensar em desaprovação e pense em respeito próprio.

Opte por uma comunicação clara e objetiva, deixando o mínimo de espaço possível para “outras” interpretações.

Veja estes exemplos:

1)

- “Você está livre esta noite?”

- “Não, não estou livre.”

2)

- “Você está livre esta noite?”

- “Bem, estou um pouco cansada, mas por quê?”

 

No primeiro caso, há clareza e objetividade, enquanto no segundo estamos oferecendo margem para negociação.

Portanto, deixe de raciocinar pensando na opinião alheia, simplesmente porque não temos controle sobre isso, independentemente de como você se coloca. Empregue sua energia se conectando com suas próprias vontades e sentimentos. Clareza também refere bondade!

Ainda para se livrar da codependência é preciso liberar seu apego ao resultado. Observe que parte do ciclo da codependência é o desejo de agradar a todos à volta, medo de decepcionar alguém e ser “rejeitado”.

Assim quando me refiro a liberar apego pelo resultado, estou falando na real possibilidade de decepcionarmos pessoas. Sim, elas podem ter sentimentos negativos sobre você. Nesse caso, tolere e fique livre para olhar para você.

Não se deixe pressionar pela rejeição. Lembre-se dos seus valores e não dos valores alheios.

O resultado, ao se livrar da codependência, é maior confiança com as próprias experiências e liberdade para viver a vida plenamente!


Publicado em 12/05/2021 Autora: Patricia De Conti - Copyright ©

Conheça o site: Obstetra Curitiba
Site Desenvolvido por Águia Web - Criação de sites
Clique aqui para ter um site com qualidade e resultados!