Ao contemplar o final de 2019, com o coração animado para a chegada de 2020, lembro-me do meu marido me dizendo: “acho que 2020 será um ano tranquilo”! Pois bem, já pedi que ele não diga nada ao final desse ano.... hahaha

Quanta inocência, afinal quem imaginaria que em 2020 seríamos surpreendidos por uma pandemia e com ela, a maior reviravolta de comportamento de todos os tempos.

Sim, tudo mudou: nossa liberdade de ir e vir, os medos, o consumo, a sociabilidade, filhos em casa, trabalho remoto, casamentos e formaturas que não aconteceram... poderia enumerar milhares de situações novas que vivenciamos ao longo desse ano fatídico.

Pairam, ainda, incertezas. Até quando, mais 6 meses, mais 1 ano?

 

Mas independente das mudanças que operamos em nossas vidas, o fato é que a vida continua.

Veja que, novamente, estamos às vésperas de um novo ano.... 2021 parece tímido, passivo, sem anunciar grandes mudanças.

Chega com baixa expectativa, parece querer a mesmice e por isso meu coração está aflito. Sonho com mudanças e anseio por novidades boas como a humanidade sendo vacinada e, finalmente, imune a Covid-19 e toda e qualquer outra praga que queira dar as caras.

E nessa angústia é preciso peneirar as notícias e deixar nossos ouvidos mais seletivos, senão vamos enlouquecer. As informações que chegam até nós sobre vacinas são incertas e desencontradas. Pra que sofrer? Vamos aguardar.

É típico da humanidade se concentrar no passado ou no futuro, mas nesse momento em especial é crucial que vivamos o presente, o dia de hoje. De que adianta projetarmos nossa vida se sobre amanhã só saberemos amanhã? É focando no dia de hoje que navegamos melhor sobre o mar das nossas emoções que, no caso, estão um turbilhão.

Use a ferramenta que desejar (meditação, por exemplo), mas foco no dia de hoje!

A pandemia afetou nossa saúde mental, isso é um fato.

Alguns foram desligados de seus empregos, outros perderam entes queridos, sonhos de casamento interrompidos, relacionamentos desgastados ou rompidos, filhos angustiados sem “amiguinhos” para brincar. Vi mães chorando pelos seus filhos presos entre quatro paredes.... muito triste.

Por isso, afirmo com segurança, todos fomos afetados de um jeito ou de outro. Precisamos de ajuda. Sim, por mais fortes e resistentes que sejamos, a terapia nos mantem nos trilhos da sanidade. Peça ajuda ou ofereça ajuda.

Além disso, apoio mútuo... ainda que pela “telinha”. Reuniões on line ajudam a aplacar a saudade de pessoas queridas e, também, a ventilar a mente.

E, por fim, lembre-se que você não está sozinho. Sei que soa clichê, mas todos nós estamos no mesmo barco.

Você vai superar essa fase, todos nós vamos, mas tenha em mente que temos a opção, em nossas mãos, de sairmos fortalecidos ou não.

Como em tempos sombrios de guerra, arregace as mangas e faça o deve ser feito. Cuide-se e cuide dos outros. Mantenha-se são porque tempos melhores virão!

Que 2021 traga boas novas, que possamos, em breve, limpar nossas caras de máscaras e nos abraçarmos para um recomeço com mais humanidade, empatia e compaixão.

Que assim seja!


Publicado em 02/12/2020 Autora: Patricia De Conti - Copyright ©

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