Durante a pandemia, a tecnologia nos salvou!

De fato, a tecnologia permitiu que mantivéssemos nossas relações interpessoais em dia, contribuiu para que crianças e jovens não perdessem um ano inteiro de instrução, assim como milhões de pessoas em todo o mundo puderam trabalhar em casa, mantendo seus rendimentos e produtividade.

E, porque não dizer, também foi uma fuga! Tudo estava ali, a distância de um clique: informações, reuniões, entretenimento, notícias, conversas casuais e relacionamentos.

Sim, abençoada tecnologia que preencheu tantos vazios.

Mas, pergunto-me se não é hora de recalibrarmos essa relação.

 

Não é difícil concluir que essa dependência tecnológica tem um custo alto. E dentre tantas queixas e prejuízos à saúde, o distúrbio do sono e a obesidade infantil alcançaram níveis críticos.

O uso de dispositivos à noite impede que o cérebro se acalme e se prepare para o necessário repouso. As crianças, por sua vez, estão obesas e carentes de vitamina D. É tempo de colocá-las para correr, tomar sol, fazer piquenique no quintal, tomar banho de mangueira e bater bola.

A insatisfação com a própria vida também é tema de preocupação com a juventude, na medida em que influenciadores exibem na telinha vidas perfeitas em cenários perfeitos e corpos perfeito. De fato, é preciso maturidade para entender que a realidade não alcança esses patamares, mas para o jovem se convencer disso é preciso diálogo, ao vivo!

Quanto aos mais tímidos e passivos, esses encontraram na pandemia o cenário perfeito para não socializar e se refugiar no mundo digital. Mas como fica quando a entrevista de emprego chegar?

Acredito que ainda veremos déficits em habilidades sociais em todas as áreas e muita ansiedade com a retomada dos eventos presenciais.

Colocar o “gênio digital” de volta na garrafa não será tarefa fácil, visto que alguns desenvolveram nítida dependência do mundo on line. Ou seja, na medida em que emergimos da pandemia, precisamos nos livrar de alguns hábitos digitais estabelecendo um relacionamento mais saudável com a telinha.

Nesse momento de controle pandêmico nos é merecida a alegria dos encontros pessoais, de sentarmos à mesa para jantar com amigos, olhar nos olhos, estabelecer conexão e empatia.

Estou falando de bem-estar social, de vida cotidiana, de um mundo de verdade.

Dias atrás, estava com meu marido e milha filha em um restaurante comemorando o Dia dos Pais. Estávamos emocionados, felizes, traçando planos para o final do ano. Ao nosso redor presenciamos algumas famílias em silêncio, cada qual com seu celular em punho rolando a tela em busca de sabe se lá o quê.... triste cenário.

Mais do que nunca é tempo de dialogar, brincar, tirar as mãos dos dispositivos e viver as emoções. O que será das sociedades se nos mantivermos enclausurados?

Se ainda há incertezas sobre o próximo ano, eis aí mais um motivo para auditar nossa relação com a tecnologia e conversarmos sobre tudo e sobre todos.

Que tal?


Publicado em 10/08/2021 Autora: Patricia De Conti - Copyright ©

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