Ah, nada como a maturidade para encararmos situações embaraçosas sem trazer para os ombros aborrecimentos ou chateações. No passado era muito irritadiça e palavras tortas já me colocaram em maus lençóis... quem nunca?!

Assim como acontecia comigo, ouço, muitas vezes, pessoas se referindo a um determinado episódio ocorrido durante o dia com a seguinte frase: “.... (tal coisa)... estragou o meu dia!”.

Fico pensando no tamanho da valoração dada a esse acontecimento a ponto de estragar um dia inteiro. Quanto sentimento como frustração, tristeza e até mesmo raiva habitam ali. Quanta desordem.

O fato é que nunca estamos prontos ou preparados para viver situações embaraçosas, elas simplesmente aparecem de surpresa e pronto, instala-se um mal estar danado ou a coisa descamba para uma discussão sem pé nem cabeça. Cada um puxando a corda para o seu lado.

 

Olhando assim parece pirraça de criança brigando pelo melhor brinquedo.... pois é, muitas vezes adultos se comportam exatamente da mesma maneira: pirraça!

Para não cairmos nesse ridículo, ainda que a situação apareça de forma inusitada, como normalmente aparece, vou deixar algumas sugestões que aprendi a duras penas!

Confesso que leva tempo para mudarmos “o disco” e reagirmos com serenidade aos destemperos que enfrentamos pelo caminho, mas não custa tentar!

Temos a tendência de, ao ouvir a outra pessoa falando, mentalmente formularmos respostas e, nesse caso, fatalmente essa resposta será reativa, abrindo espaço para discussão. A questão é que não se trata de uma batalha em que é preciso sair um vencedor.

Ninguém sabe o que motiva alguns comportamentos, talvez dores profundas, medos encobertos e sofrimento.

Ao se deparar com uma situação assim, respire e exerça compaixão ou, simplesmente, não resposta nada e esse nada pode ser um simples “Obrigado”.

Ao responder apenas: “Obrigado!” encerramos qualquer possibilidade de acaloramentos.

Quando a situação se inverte, ou seja, é você quem está com os nervos à flor da pele, sugiro que se indague: “Qual é a minha intenção com essa comunicação?” Se não for nada construtivo, pare por aí! Lembre-se da criança fazendo pirraça... ridículo, não?!

Se alguém dirige palavras ofensivas a você, a melhor saída é erguer seu escudo de proteção dizendo a você mesmo: “Isso não é sobre mim!”. Ao adotar essa mentalidade de não bater de frente, você estará protegido e as ofensas serão lançadas ao vento.

Situações muito tensas talvez exijam que você abandone o local. Reuniões acaloradas de trabalho, por exemplo, certamente exigem um ponto final, com retomada no dia seguinte. Assim todos terão tempo de digerir o mal estar e se acalmar.

Respirar fundo, entoar um mantra, enfim, há inúmeras saídas que podemos adotar para nos livrarmos de dissabores que não acrescentam nada em nossas vidas.

O que, efetivamente, não vale a pena é passar a vida com os dias estragados ou estragando os dias dos outros.


Publicado em 28/10/2020 Autora: Patricia De Conti - Copyright ©

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