Todo o herói corre riscos, certo?!

De igual forma, se pararmos para analisar friamente carreiras e trajetórias bem sucedidas encontraremos uma quantidade expressiva de riscos de diferentes proporções. Também descobriremos vários fracassos.

Encadear um sonho é uma somatória de escolhas, grandes e pequenas, algumas acertadas e outras não.

Ao analisarmos nossa vida ou nossa trajetória profissional, certamente, vamos nos deparar com uma série de riscos assumidos pelo caminho.

No entanto, temos a tendência de visualizar o sucesso como uma trilha clara e sem riscos. Um caminho linear e ensolarado.

Assim, imaginamos que para ser um advogado brilhante, o candidato deve escolher uma boa faculdade, durante a graduação conseguir estágio em um escritório renomado e, ao final, com o diploma na mão, conquistar um assento dentre os associados.

Sim, esse pode ser o retrato de um advogado feliz e bem sucedido, mas, as gerações atuais não encaram o sucesso desta forma. Para os millenials, os planos de carreira são mais individualizados e menos tradicionais; atividades paralelas que impõem desafios para novas habilidades são mais valorizadas.

 

As grandes empresas, aliás, estão, cada vez mais, exigindo em seus quadros pluralidade de aptidões e maleabilidade de pensamento, desvalorizando trajetórias lineares ou engessamento.

De fato, pesquisas confirmam que as abordagens mais fluidas para a elaboração de uma carreira estão em vantagem àquelas tradicionais de outrora. Ou seja, movimentos mais arrojados catapultam para o topo mais rapidamente.

Nesse cenário, vale aceitar um emprego menor para adquirir novas habilidades; aceitar um emprego para o qual você se sinta despreparado – como forma de impor desafio; etc.

Para mim, a jornada de assumir riscos aconteceu em vários momentos: durante a graduação, saí de um estágio em que estava confortável e habituada com a rotina para conhecer outros territórios; advoguei para instituições bancárias e posteriormente para consumidores; abracei o trabalho de assessora jurídica na área criminal quando não tinha a menor experiência; e mais tarde, pedi exoneração dessa função para administrar a clínica do meu marido, na área da saúde.

Todas essas mudanças foram desafiadoras, principalmente esta última. Mudar de área profissional me exigiu muito, inclusive desapego, mas vejo o resultado de forma muito satisfatória. Sinto-me mais maleável, sem contar que trabalhar no mesmo ambiente em que meu marido tem sido gratificante, nos faz feliz! Acredito que formamos uma boa dupla, com respeito mútuo à atividade de cada um.

Na verdade, se mudar lhe traz algum impacto positivo, você estará caminhando para frente, permitindo possibilidades potenciais em sua vida.

O poeta alemão Goethe já dizia: “Os perigos da vida são infinitos, e entre eles está a segurança”.

Se sua atual posição está se deteriorando, ficar parado só agravará essa situação.

Vá em frente e sucesso para você!


Publicado em 19/08/2021 Autora: Patricia De Conti - Copyright ©

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