Dentre tantas mudanças que a pandemia nos impôs, não há como negar que ficamos mais reflexivos. Quem não pensou no sentido de tudo isso e na chacoalhada que a humanidade levou?

Acredito que a maior mudança que tem acontecido está no nosso íntimo, no mundo interior, na seara dos nossos sentimentos.

Quem não se sentiu só em um mundo a própria sorte?

Não é a toa que a busca por sites e aplicativos de oração e meditação nunca foram tão requisitados. “Downloads” da Bíblia e do Alcorão bateram recordes.

 

A bem da verdade, essa busca por “acalmar o espírito” é inerente ao ser humano. Invariavelmente, “pedimos socorro” ao Divino quando estamos em “maus lençóis”, passando por alguma atribulação ou doença de algum ente querido. Até então, nenhuma surpresa.

Mas coincidência ou não, o fato é que há em todas as tradições filosóficas e religiosas um alinhavado muito semelhante de assertivas sobre a nossa origem e o que nos rege. Da onde viemos e para onde vamos.

No Cristianismo somos orientados a crer que “O Reino de Deus está dentro”. E o mesmo acontece no judaísmo, no budismo, no sufismo, na cabala.

Portanto, são as religiões que nos orientam a olhar para dentro. E o caos advindo com a pandemia nos trouxe, novamente, essa neccesidade. Há quanto tempo não fazíamos isso?

Havíamos esquecido que é no nosso íntimo, na nossa paz, que temos a chance de acalmar nossas inquietações, admitirmos nossa pequenez e entrarmos em contato com o Divino.

Precisamos, de fato, desse conjunto de princípios éticos presente nas religiões, não importa qual seja.

É preciso sentar a sós e olhar para dentro, fazer as pazes com nossas dores. Urge sermos melhores. Pense no seu legado.

O “chamado” a que me refiro no título diz respeito, justamente, ao que está dentro, o que não tínhamos tempo, tampouco, vontade de olhar. Aí está a porta da resiliência, da empatia e da compaixão. Aí também está a chance, e sempre há chance, de conspirarmos a favor.

Sempre acreditei que é na harmonia interior que o universo, em sua vastidão e plenitude, se expressa.

Eisntein já disse: “sem a crença na harmonia interna do mundo não poderia haver ciência”. Portanto, é no ritmo, na ordem, na simetria e na harmonia que o universo se perpetua. Essa é a grande lição!

São essas mudanças harmônicas que devemos operar dentro de nós e ao mudarmos, acredite, o resto muda junto e no mesmo compasso.

Ao admitirmos a responsabilidade de que somos formadores do mundo e não meros participantes ou espectadores, podemos construí-lo à nossa semelhança. Para mim, nada é mais belo e poético do que isso.

Essa tarefa, que deve ser diária, está em nossas mãos. Entenda como uma projeção. O mundo como o seu reflexo.

Convido-os a atender ao chamado, sim, esse que está aí dentro para que possamos, nesse turbilhão de tragédias e incertezas que a pandemia acentuou, ressignificar toda essa loucura em que vivemos.

Ache sua paz e tenha paz.

Ache sua voz e tenha voz.

Ache o seu melhor e viva melhor!


Publicado em 08/10/2020 Autora: Patricia De Conti - Copyright ©

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