Temos debatido sobre os reflexos da pandemia nos mais diversos setores, na economia, na indústria, no varejo.

Exploramos o universo em que pais e mães tiveram que, na marra, aprender a acompanhar seus filhos em aulas on-line e conciliar o home-office.

Discutimos sobre os profissionais, das mais diversas áreas, que tiveram que se reinventar para se manterem no mercado de trabalho.

Enfim, não houve quem ficou de fora. Todos se adaptando e enfrentando os revezes advindos com a pandemia.

Mas e os universitários? Aqueles que estavam inaugurando os bancos universitários e tiveram seus anseios interrompidos, os que estavam na iminência de “pegar o canudo” e se lançar no mercado de trabalho, os que estavam engajados em estágios e pesquisas e foram forçados a abandoná-los, os que estavam por decidir futuras especializações???

Como estão esses jovens que são futuro e esperança da nossa nação?

Pois bem. Minha filha é universitária de medicina e sofre, como todos nós, os reflexos da pandemia. As aulas on-line, quando acontecem, são desmotivadoras e passam ao largo das exposições presenciais. As aulas práticas, no âmbito hospitalar, foram suspensas, assim como os estágios. O convívio social deixou, de uma hora para outra, de existir.

 

O fato é que esses jovens estão se sentindo isolados, não há aula, não há produção, não há confraternização, não há para onde ir.

Estão sem resposta para inúmeras dúvidas. Nada sabem sobre o retorno das aulas, não sabem se “perderam o ano”. Têm receio de encontrar algum colega e ser vítima de uma chuva de rótulos sobre irresponsabilidade.

Esses jovens estão em casa, encurralados.

Ainda que as redes sociais aplaquem a monotonia do dia a dia, não é a mesma coisa. Os jovens querem ir para a aula, encontrar e abraçar os amigos, aprender e produzir, debater com os seus mestres, tomar um Cappuccino no intervalo da aula, combinar os programas do final de semana, ir ao cinema, fazer trabalhos em grupo, passar a madrugada estudando.

Sinto uma tristeza profunda pela milha filha e por todos que vivem a mesma situação.

O que podemos fazer?

Acredito que a primeira coisa é indagar sobre como podemos ajudar. Tentar estabelecer algum tipo de empatia pode ser um bom caminho.

Fazer crer que estamos ao seu lado e demonstrar acolhimento com essa triste situação é estender a mão, é ter compaixão.

Uma caneca de café fresco com um pedaço de bolo quentinho.

Um passeio de carro no final de tarde.

Compartilhar uma música ou um vídeo.

Relembrar as peripécias da infância.

Rever fotos de uma viagem prazerosa.

Façamos algo por esses jovens que estão aflitos e não sabem para onde ir.

Eles precisam de você!


Publicado em 24/09/2020 Autora: Patricia De Conti - Copyright ©

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