Nesses tempos difíceis que parecem não querer nos abandonar, estamos com algumas necessidades represadas, essencialmente, a de falar. Sim, quem não deseja sentar com os amigos e falar a noite inteira, depois que esse “inferno” acabar?

É natural que após meses confinados, em isolamento, lockdown, distanciamento, tenhamos a absurda vontade de conversar.

Mas lembre-se que o ato de conversar é uma via de mão dupla, um fala e o outro ouve, certo?

Diante dessa necessidade de sairmos contando sobre nossas mais diversas experiências nos últimos meses, é importante considerar que a outra parte, muito provavelmente, está na mesma situação.

E ser bom ouvinte pode ser e fazer toda a diferença em muitas áreas da vida.

 

Vejamos, então, como aperfeiçoar habilidade auditivas:

Contato visual: não há nada mais satisfatório do que conversar com alguém que nos olha nos olhos. Esse gesto transmite acolhimento e atenção. Na área negocial, ouse dizer que faz toda a diferença!

Perguntas abertas: perguntas pessoais são intimidantes, portanto, não as faça. As perguntas abertas permitem que o outro fale exclusivamente o que tem vontade, sem se sentir pressionado.

Por exemplo: se você está conversando com alguém que perdeu um ente querido, não pergunte “do que ele morreu”? Seja amistoso e pergunte “como você está?”. Desta forma, o interlocutor expressará o que deseja com naturalidade.

Empatia: nesse último ano tenho frisado a necessidade de sermos empáticos na nossa vida cotidiana. A empatia pode ser verbal ou não. Empatia é nos conectamos com as emoções do outro, seja por meio de  uma frase de acolhimento ou de com um abraço, um olhar terno. Braços cruzados e olhar de desdém não estão nesse rol.

Evite se colocar no cenário do outro: ao inserir na fala do outro a seguinte frase “eu também passei por isso”, você estará alienando o interlocutor. Lembre-se que possuímos diferentes níveis emocionais e, sendo assim, vivemos e sentimos as experiências da vida de formas muito diversas. Portanto, quando nos inserimos no contexto do outro, estamos demonstrando falta de sensibilidade.

Não ofereça soluções: ao partirmos diretamente para a solução dos problemas do outro, estaremos elaborando estratégias ao invés de ouvir. Na grande maioria das vezes, a pessoa deseja simplesmente ser ouvida e não obter respostas.

Perguntas ao final: já tive a terrível experiência de, ao falar, ser interrompida milhares de vezes, sem que meu raciocínio pudesse ser concluído. Isso nos coloca no “banco dos réus”. Mantenha o foco na narrativa e pergunte ao final. Cordialidade, por favor!

Fiquem bem!


Publicado em 17/03/2021 Autora: Patricia De Conti - Copyright ©

Conheça o site: Obstetra Curitiba
Site Desenvolvido por Águia Web - Criação de sites
Clique aqui para ter um site com qualidade e resultados!