Você já deve ter conhecido alguém que, sabidamente, possui um ótimo salário, mas que vive com a “corda no pescoço”, dívidas, empréstimos, enfim.... a vida parece não decolar.

Sem dúvida alguma essa pessoa possui dificuldades na administração do seu dinheiro. Aquela equação: o que entra deve ser menor do que sai, parece não ser levada a sério.

Independentemente desse raciocínio simplista, é comum pessoas terem dificuldades na condução das suas finanças, quando comprar, o que comprar, quanto economizar. E essa dificuldade é o grande entrave para não conversarmos a respeito de dinheiro com os filhos.

Se não sabemos o que fazer com o dinheiro, como falar sobre ele?

 

Mas, se não é esse seu caso, e espero que não, é importante conversar com os filhos a respeito de dinheiro. Afinal, as escolas públicas ou particulares, infelizmente, não abordam educação financeira. O assunto “dinheiro” não entra na sala de aula. Ou seja, fica a cargo da família essa orientação.

Comece indagando o que é dinheiro?

Talvez a resposta mais comum seja: “é o que a gente ganha quando trabalha”.

A resposta estará correta, mas mostre ao seu filho que dinheiro também oferece possibilidades. Há quem afirme que dinheiro é a moeda da liberdade. Eu não iria tão longe assim....

Quanto às possibilidades, é fato que o dinheiro nos permite ir além. Se desejamos ter uma bela casa, precisamos ter dinheiro para adquiri-la. 

Portanto, é interessante explicar que economias e reservas são necessárias para a conquista das coisas.

Se seu filho deseja uma bike nova, vejam juntos o quanto ela custa. Comparem o preço da bike com o valor da mesada. Façam o cálculo de quantos meses de economia serão necessários para essa conquista, considerando os gastos já previstos com a mesada (lanche na escola, cinema...).

São exemplos como esse que darão a dimensão exata do quanto é necessário planejar e economizar para conquistar bens e, como disse linhas atrás, possibilidades.

Podemos, ainda, ilustrar o quanto ganhamos e quais são os gastos com a manutenção da casa: água, luz, internet, telefone... Comece com uma amostragem simplista e, com o passar do tempo, vá incrementando esses dados com informações como: financiamento da casa, prestação de carro, etc.

Assim, ao final da adolescência, esse jovem terá uma ótima visão do quanto é necessário para manter uma casa e quanto a economia de dinheiro permitirá avançar nas possibilidades.

Mostre, também, que o consumismo é uma armadilha. Que a aquisição de coisas sem planejamento pode significar momentos difíceis na vida.

Converse, também, a respeito algo legal que vocês conseguiram economizando dinheiro, como uma viagem em família ou uma televisão nova, e comemorem esses sucessos.

Minha dica é tratar o dinheiro como um assunto natural. Afinal, esse aprendizado vai acompanhar seus filhos por toda a vida.

Os bancos não autorizam menores de idade como titulares de conta-corrente, mas conta-poupança é permitido. Então, estimule seu filho a guardar parte de sua mesada, mostre a ele que com o passar do tempo o dinheiro se avoluma e rende. Esse exercício, se estimulado desde cedo, irá se tornar um hábito. E, ao longo da vida, nós adultos bem sabemos o quanto ter uma reserva é importante e libertador.

Quanto mais cedo e mais próxima for a relação dos filhos com o dinheiro, mais tranquilidade, maturidade e independência financeira terão no futuro.

Pais e mães: mãos a obra!


Publicado em 03/04/2020 Autora: Patricia De Conti - Copyright ©

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