Quando minha filha tinha uns 11 anos de idade, lembro-me que ela dizia com entusiasmo que seu maior desejo era morar com suas duas melhores amigas. Eu acenava com a cabeça e a deixava sonhar.

Esse desejo durou até a primeira viagem de férias com as amigas, quando descobriu ritmos e desejos diversos, quase inconciliáveis.

Entre os adultos o desgaste acontece da mesma maneira, principalmente após a pandemia quando todos foram forçados a aumentar a permanência em casa driblando filhos, trabalho home office, marido, refeições...

 

Dias atrás ouvi de uma colega que seu desejo era ingressar no serviço de proteção à testemunha para não ser localizada, em hipótese alguma, por nenhum familiar. Achei graça, mas entendi perfeitamente o desabafo.

No âmbito dos relacionamentos conjugais o desgaste e a fadiga também acontecem e, se não bem administrados, podem se transformar em amargura ou conflitos frequentes.

Observe se você não está perdendo a paciência com “erros” comuns ou deixando sua rabugice tomar conta do dia a dia. Refiro-me aqui a “erros”, mas na verdade o incômodo pode advir devido a uma simples implicância sua.

Presos em nossa própria perspectiva se torna difícil estabelecer empatia e entender que o outro tem visão, desejo e voz diversa. Apenas comunicar sua perspectiva recusando dar ouvidos ao outro é sinal de que você está, realmente, exausto.

A busca pelo isolamento também pode demonstrar que suas reservas emocionais estão no limite. Isolado, você estará alheio à diversão e à leveza da vida a dois. Nesse caso, cabe a você gerenciar melhor seu relacionamento.

Lembre-se que a linha limite para descontroles está muito antes do primeiro “estouro” ou da busca pelo isolamento.

Se você está vivendo dias difíceis, que tal programar um tempo sozinho, uns 15 minutos que você saia para arejar, tomar um café ou até mesmo levar seu pet para um passeio, é suficiente para desestressar e trazer nova energia para seu dia.

A meditação também é um ótimo recurso para equilibrar os ânimos. Crie um espaço em que você possa permanecer sozinho, de preferência sem ruídos, e desconecte-se das atribuições do dia a dia. Retome a serenidade.

Aliás, se você tem dificuldade em meditar, lembre-se que a contemplação é tão benéfica quanto.

Seja mais proativo. Esperar que o outro tome iniciativa e deixe você sossegado por uns minutos é sinônimo de frustração. Tome você as rédeas das suas necessidades. Saber dizer NÃO, também é de grande valia para estabelecermos limites quando estamos ocupados com outros afazeres.

Nada de apontamentos. Comece suas frases com “EU” e não com “VOCÊ”. Simplifique a vida.

Diálogo, bom senso e empatia estão entre os ingredientes poderosos para salvar qualquer situação, seja ela pessoal ou profissional!

Leveza e felicidade para você!


Publicado em 06/07/2021 Autora: Patricia De Conti - Copyright ©

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