Uma ótima noite de sono é restaurador, é necessário e tem significante interferência na nossa qualidade de vida, mas por inúmeras razões a humanidade tem tido dificuldade em “desligar os motores” e descansar. O estresse, os aparelhos da vida moderna, iluminação, confusão com fusos horários para os que viajam... enfim, são inúmeros os motivos que interferem na hora de dormir.

Nesse sentido, além de terapias, mindfulness, relaxamento e meditação, algumas pessoas têm recorrido ao uso de suplementos de melatonina e de magnésio para dar “aquela ajudinha” na hora de contar carneirinhos.

O consumo da melatonina como facilitador do sono tem aumento exponencialmente nos últimos anos, principalmente no mercado americano. A entrada do magnésio no mercado do sono é mais recente, e pesquisas iniciais mostram que, também, pode ser uma ferramenta útil para preparar a mente e o corpo para a cama.

 

Aqui estão as principais diferenças entre o funcionamento desses dois auxiliares de sono, lembrando que nenhum deles deve ser consumido sem prévia consulta médica:

A melatonina, um metabólito da serotonina, é um hormônio que a glândula pineal do cérebro produz à noite para enviar um sinal ao resto do corpo avisando que é hora de começar a diminuir o ritmo.  

O hormônio isolado, como auxiliar do sono, é estudado desde meados dos anos 90 e pesquisas confirmaram que, de fato, ajuda nos distúrbios do sono relacionados ao ritmo circadiano, jet lag e horários de trabalho instáveis. No entanto, há relatos de que algumas pessoas experimentam dor de cabeça e sonolência ao acordar - provavelmente porque o suplemento não melhora, necessariamente, a qualidade ou a duração do sono.

O magnésio, por sua vez, também é produzido naturalmente no corpo, mas é um mineral. Desempenha importante papel em mais de 300 reações biológicas. Ao contrário da melatonina, existem muitos tipos de suplementos de magnésio, cada um com impacto ligeiramente diferente no corpo. O glicinato de magnésio, por exemplo, que é uma combinação de magnésio e aminoácido glicina, tem sido a forma mais eficaz para promover o sono e melhorar a função neurológica.

Do ponto de vista científico, faltam pesquisas sobre como os suplementos de magnésio promovem o sono, mas se sabe que ajudam a aliviar a insônia e induzem a um sono mais longo e profundo. Suas propriedades relaxantes, provavelmente, também têm a ver com o fato de ativar os receptores GABA no cérebro, que exercem um efeito calmante e equilibrador no sistema nervoso.

Na verdade, o magnésio acalma o sistema nervoso central, preparando o cérebro para desligar. E como o magnésio é um mineral, e não um hormônio, há menos preocupação em consumi-lo diariamente.  

Em suma, magnésio, um mineral e melatonina, um hormônio, ambos desempenham papel significativo na preparação do corpo para dormir.

Se você é propenso a problemas de sono, os dois podem ser ingeridos em forma de suplemento: a melatonina é útil para levar o corpo a adormecer, enquanto o magnésio contribui para manter o sono por mais tempo com melhor restabelecimento ao acordar.

Independente disso, lembre-se, alimentação equilibrada, boa hidratação, atividade física regular, bem-estar emocional e avaliação médica periódica afastam qualquer dificuldade na hora de dormir.

Bons sonhos!


Publicado em 16/06/2020 Autora: Patricia De Conti - Copyright ©

Conheça o site: Obstetra Curitiba
Site Desenvolvido por Águia Web - Criação de sites
Clique aqui para ter um site com qualidade e resultados!