Momentos sem precedentes agitaram lares e, notadamente, a rotina de todas as mães desse mundo.

Com crianças em casa se adaptando às aulas on line somado ao trabalho home office, podemos afirmar, com a mais absoluta convicção, que não faltaram gatilhos para a exaustão.

Mesmo para os adolescentes, mais familiarizados com aparelhos eletrônicos, o simples fato de permanecerem em casa full time tem exigido das mães muito mais dedicação.

Com o ensino em formato diverso o foco é facilmente dispersado e o resultado para nossos filhos é angustiante pelo aprendizado deficitário. Há ainda ausência de sociabilidade, insônias, transtornos alimentares, carência.

O fato é que algumas mães, segundo relatos de pessoas próximas, estão simplesmente sobrevivendo.

Diante desse cenário que parece não ter data para se encerrar, tenho a dizer que me solidarizo com todas. Sou mãe e sinto um peso enorme sobre meus ombros com os desafios que a pandemia nos impôs. É árduo dar conta da nossa saúde emocional e estar atenta às necessidades das nossas crianças.

Mesmo cansadas, lembrem-se que temos muito a agradecer e há compensações diárias desse amor que nos invadiu desde o primeiro “choro”, vocês se lembram?

Tenho, também, a dizer que sinto um orgulho imenso de todas nós. Cada qual com sua personalidade, suas responsabilidades e sua forma de amar e dar conta do recado.

Acredito que em momento nunca antes imaginado crianças, adolescentes e jovens adultos precisaram tanto de nós, mas há várias formas de acolhermos as angústias, as dúvidas e os medos dos nossos filhos: diálogo e transparência em lidar com toda essa situação me parece ideal.

Ao referir que também temos as nossas dificuldades e que é normal, nesse contexto atual, estarmos perdidos e cheios de dúvidas, aproxima e torna essa realidade menos pesarosa.

Acolher esses sentimentos e transmitir força e otimismo também estreita os vínculos afetivos.

Mães, mesmo com toda essa exigência, não deixem de cuidar de si próprias, de buscar o riso e a alegria de viver.

Não deixem de se comunicar e zelar pela saúde.

Tenham um momento para chamar de seu, seja por meio da prática de alguma atividade física, de uma música que remete a momentos felizes, de papo furado com amigas, de uma série na TV, de curtir um chá aromático com biscoitos, de preparar um prato saboroso!

Desejo que fiquemos bem e possamos passar ao largo da doença!


Publicado em 07/04/2021 Autora: Patricia De Conti - Copyright ©

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