Há casais que parecem resistir bravamente às tempestades da vida a dois. Nada abala o jeito doce e polido em que um se refere ao outro. Há romantismo, mãos dadas, olhares afetuosos.

Sim, conheço casais assim.

Acredito que ser romântico envolve, acima de tudo, o entusiasmo e as expectativas de um relacionamento. Há uma disposição constante de um para com o outro.

Se você acha que algumas doses de romantismo podem fazer alguma diferença no seu relacionamento ou se está na hora de opoerar mudanças na vida a dois, saiba que isso é totalmente possível, vamos ver?

As demonstrações de afeto não, necessariamente, são gestos melosos ou dramáticos com plateia ao redor.

 

O afeto pode ser demonstrado por meio de palavras de confiança ou pequenos sinais de que você está atento à presença do outro.

Em casa, eu e meu marido temos o hábito de deixar a escova de dentes do outro pronta, com o creme dental sobre a pia. Um gesto mínimo, mas que reforça nossa atenção mútua.

Da mesma forma, quando minha filha está absorvida em seus estudos, deixo silenciosamente uma xícara de café na sua mesa. Entro e saio sem nada dizer, mas ela sabe que é a forma que encontrei de dizer que estou por perto, atenta a ela, que valorizo sua dedicação.

O ingrediente principal, portanto, é a atenção.

Estar atento às necessidades do outro ou dos filhos é a chave mestra de um padrão romântico que emociona, que faz diferença no final do dia. Há uma ideia no ar de longevidade do relacionamento, sem que palavras ou juras eternas de amor precisem ser ditas a todo momento.

E quando sentam para conversar, esse amor que tem longa data, fala de memórias, das coisas boas construídas pelo caminho. Não há disposição para alfinetadas, grosserias ou sarcasmo.

Outro ingrediente de ouro é a consistência. Há o mesmo tom de amor o ano todo. Imagino que viver uma montanha-russa de humores e comportamentos deve ser algo terrível.

Portanto, nada de sazonalidade. Siga firme e forte na constância.

Creio que a bondade para com o outro transmite nas entrelinhas confiança e esse ingrediente permite diálogos abertos, sem travas ou medo de reprimendas.

Se você é um felizardo e vive um amor romântico em sua plenitude, parabéns, mas sinta-se responsável por transmitir aos seus filhos essa experiência.

Um(a) jovem será companheiro(a) ideal e adequado(a) se, em casa, vive e aprende o respeito, o espaço, a bondade, a empatia. Caso contrário, estará fadado(a) a repetir um padrão ruim de infelicidade, com rompantes grosseiros e egoísmo. Não é isso que queremos para o futuro dos nossos filhos, não é mesmo?!

Desejo que você viva leve, feliz, com liberdade para ser exatamente como você é e que ao final de cada dia possa dividir com quem ama suas experiências e suas angústias. Um canal aberto de comunicação.Tem coisa melhor?

E há quem diga que o romantismo saiu de moda!!! Vê se pode?


Publicado em 24/02/2021 Autora: Patricia De Conti - Copyright ©

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