O trabalho na modalidade home office ou Trabalho Remoto já existe há muitos anos no Brasil, mas somente em 2017 foi regulamentado por meio da Lei 13.467/17. Portanto, a atividade profissional em casa, adotada nesse momento de pandemia por muitas empresas, está perfeitamente amparada pela lei.

No entanto, devido às características muito peculiares dessa atividade remota, fez-se necessária a proteção de dados em ambiente físico diverso e afastado da empresa, advindo, então, a Lei 13.709/18 ou LGPD (Lei Geral de Proteção de Dados).

Pois bem, ao manipular as informações profissionais de suas casas (ou de outros lugares onde funcionários escolham trabalhar), as empresas passam a não mais deter o controle absoluto sobre a segurança no local onde o home-office é executado, ou seja, num ambiente mais vulnerável, os dados estão mais sujeitos a violação.

E essas possíveis violações ou riscos podem ser bastante variados e extensos, seja a partir de uma falha no sistema que exclui arquivos que não possuem uma cópia segura, apropriação indevida de uma senha ou até do próprio computador, laptop, celular. Isso pode resultar no “roubo” de informações confidenciais da empresa e gerar prejuízos consideráveis.

Para isso não acontecer, principalmente nos dias atuais, em que grande parte da população desempenha atividade remota, é necessário seguir algumas orientações:

 

  1. Altere, com frequência, usuário e senha;
  2. Programe o bloqueio da tela após o não uso por um período determinado (1 minuto é o ideal); se os trabalhadores remotos estiverem usando serviços em nuvem, que é uma rede de comunicações privada, o departamento de TI poderá configurar o monitoramento do dispositivo, incluindo mapeamento geográfico, verificações de invasão de dispositivos ou bloqueando as informações para que elas não possam ser salvas da nuvem para a “unidade local C, por exemplo;
  3. Não clicar em mensagens desconhecidas;
  4. Não utilizar rede Wi-Fi desconhecida;
  5. Atualizar, com frequência, o sistema anti-vírus ou utilizar outras ferramentas de segurança: firewalls, software de filtragem da web e criptografia de dispositivo;
  6. Verificar se os dados do trabalho e as informações pessoais estão separados, de preferência em equipamentos diferentes.

 

De qualquer forma, é importante que funcionários sejam orientados pelos seus empregadores acerca da importância de proteger ativamente as informações em seu poder e, em havendo algum problema, saber agir com rapidez e eficiência para minimizar o impacto.

A conscientização é o primeiro passo no gerenciamento de segurança para trabalhadores remotos. A empresa deve ter em mente que criminosos cibernéticos dificilmente desistem do seu intento e um vazamento de dados pode significar grande prejuízo reputacional e financeiro para uma organização.

Portanto, a fim de evitar violação de dados, são primordiais:

- planos de contingências para as ocorrências e

- medidas preventivas, mediante treinamento da equipe e engajamento.

Imprescindível, portanto, que a empresa ofereça um conjunto protetivo composto por cultura e tecnologia para que a liberdade do home office não gere prejuízos para as organizações quanto para as pessoas envolvidas nessa prática.

Bom trabalho!


Publicado em 06/04/2020 Autora: Patricia De Conti - Copyright ©

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