Em poucos dias estaremos em março novamente.

Um ano se passou desde que a pandemia nos foi anunciada, desde que o isolamento social nos foi imposto, desde que vivemos a estranha experiência de confinamento, com crianças e jovens em casa, saudades e medos de muitas ordens.

O desemprego aumentou e a crise financeira se instalou aqui e no mundo.

Alguns meses da pandemia foram verdadeiramente apocalípticos. Estamos falando de aproximadamente 246 mil mortos em nosso país, talvez mais.

Nunca, nem nos dias mais tristes ou naqueles em que a ansiedade uivava à minha porta poderia imaginar um mundo assim, triste e doente, sem crianças nos parques, escolas vazias, cerimônias de casamento sem amigos, sem pompa...quanto silêncio!

 

Olhando para esse cenário, poderíamos afirmar que foi um ano perdido. Será?

Quantos de nós eram meros hóspedes em casa, chegando para comer, dormir e nada mais, mas de repente, passamos a ter tempo.

Assistimos a séries inteiras na TV, aprendemos jardinagem, culinária e nos olhamos e nos conhecemos melhor. Interagimos mais com nossos filhos, nossos cônjuges e colocamos muitas coisas em “pratos limpos”.

Em nossa casa, mudamos coisas de lugar. Aliás, descobrimos que temos muitas coisas.

Há dias atrás viajei com meu marido... precisávamos urgentemente sair de cena. Acho que meus olhos nunca foram tão curiosos, queria ver outras gentes, outro cenário e assimilar o máximo de informações.... que maravilha! A liberdade experimentada de outra forma.

Muitos passaram pela triste experiência de perder entes queridos, amigos - posso me incluir nesse rol –, mas o ano foi também revelador em muitos aspectos.

O fato é que não somos quem éramos um ano atrás. Sob o ponto de vista pessoal, acredito que fomos lapidados e pudemos demonstrar compaixão, benevolência e empatia. Aprendemos a domar medos e vibrar em outra sintonia.

Quem não precisou se reinventar em algum momento, não é mesmo?!

Talvez, financeiramente muitos tenham sido golpeados. Se é esse seu caso, busque dentro de si força de vontade e creia, a situação vai se reverter.

Mesmo com uma ínfima parcela da população vacinada, acredito que é tempo de agradecer, porque somos sobreviventes e tudo isso há de passar.

De toda e qualquer situação haverá sempre dois lados, resta-nos lucrar com aprendizados e dar a volta por cima.

A lamúria, a ansiedade, a tristeza, o medo não deixam de ser opções. Abrace a que melhor lhe parece. Está nas suas mãos.

Mas antes de fazer sua opção, faça um balanço desse último ano e me diga: quem você era antes da pandemia e quem você é agora?


Publicado em 23/02/2021 Autora: Patricia De Conti - Copyright ©

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