Em dezembro último, finalmente, decidimos conhecer a Califórnia e não havia porque não começarmos pela famosa San Francisco. Apesar do inverno no Hemisfério Norte, a cidade nos acolheu com temperaturas bem razoáveis e a névoa – que dura o ano todo – poucas vezes deu o ar da graça.

Ficamos hospedados no Hilton, próximo a Union Square, região central onde está o agito, o comércio, cafeterias, restaurantes e onde fervilha a cidade com seus icônicos bondes subindo e descendo as ladeiras.

Demos início ao desbravamento da cidade pelo bairro de Embarcadero que abriga muitas atrações a beira-mar, como o Ferry Building Marketplace – lugar aclamado pelos restaurantes e lojas gourmet – e pelos inúmeros píeres.

Do Ferry Building se tem uma vista espetacular da Oakland Bay Brigde ou, simplesmente, Bay Bridge, como chamam os californianos, que liga a cidade de São Francisco a Oakland.

 

Na caminhada até o Píer 39 - o mais badalado deles – a multidão caminha, pedala, curte o sol e se maravilha com a visão da baía. Dali partem balsas abarrotadas de turistas com destino a Ilha de Alcatraz – antigo e, felizmente, desativado presídio – palco de inúmeros filmes e livros.

No píer 39, apesar das inúmeras opções de restaurantes, não deixe de provar a sopa de mariscos no pão ou Clam Chowder, oferecida em vários estabelecimentos. A melhor é da Boudin Bakery. É pra comer ajoelhado!

Outra atração imperdível é o Parque da Golden Gate, uma área verde espetacular. O local é gigantesco, repleto de jardins e museus – destaque para o Museu das Ciências Naturais e Museu Young (de Artes). O parque também abriga o Jardim Botânico (Botanical Garden) e o Jardim Japonês (Japanese Tea Garden). É para curtir e fotografar sem pressa!

São Francisco, na verdade, é formada por uma colcha de retalhos que abriga os bairros de Mission District, Chinatown, North Beach, Nob Hill e outros menos badalados, mas o grande destaque da cidade fica por conta da Ponte Golden Gate, com 2,7 quilômetros de extensão e torres que chegam a 227 metros de altura. É, simplesmente, espetacular.  Cruze-a pedalando, a experiência é única e inesquecível.

A crítica à cidade – e aí vai uma opinião muito pessoal – é o custo em geral, seja com hotéis, refeições, atrações, enfim... tudo é muito caro. Se comparada às demais cidades americanas, São Francisco foge às expectativas. E, devido aos altos preços praticados, inclusive com aluguel de imóveis, há muitas pessoas morando na rua (os homeless). O asfalto da cidade, como um todo, também está muito prejudicado.... parece que não vive um bom momento.

Há quem diga que com a proximidade do Vale do Silício, São Francisco passou a abrigar os profissionais endinheirados da informática ou novos milionários e que por isso ostenta altos preços. Será?

Pois bem, quem visita São Francisco não pode deixar de conhecer o Vale de Napa ou Napa Valley, situado a uma hora e meia de carro. Passeio imperdível para os amantes do vinho, ou para quem quer simplesmente explorar mais uma bela região da Califórnia.

Vale a pena fazer um circuito pelas vinícolas, mas, novamente, prepare o bolso. As degustações são bastante caras se comparadas as de Portugal (Alentejo ou Porto) ou mesmo do Chile (Valle Del Maipo).

Em Napa almoçamos no Long Meadow Ranch, cuja reserva pode ser feita previamente pela internet. Comida e atendimento impecáveis. Amei o lugar e indico sem pestanejar!

Na região, merece destaque a vinícula Robert Mondavi Winery e a Rubicon Estate Winery – a poderosa de Francis Ford Coppola.

Enfim, São Francisco é bela, é centro financeiro importante, sede de mais de 30 instituições financeiras internacionais e a décima oitava cidade mais rica do mundo. Ou seja, nada mais a declarar!

PS: A foto que ilustra a matéria foi tirada por mim.


Publicado em 13/04/2020 Autora: Patricia De Conti - Copyright ©

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