Como tem sido difícil me manter informada.... cheguei a cogitar me alienar para não sofrer tanto emocionalmente, mas tenho curiosidade e também tenho esperança. O que fazer?

Digo a mim mesma que lerei apenas uma matéria, mas quando dou por mim, li horrores e os horrores já estão fervilhando na minha cabeça.

E dentre tantos horrores posso citar uma guerra moral, psicológica, de expectativas frustradas. Eu, como muitos brasileiros, criamos expectativas, acreditamos que 2018 marcaria o início de um novo tempo... engano nosso!

Assistimos a uma guerra não declarada, uma degradação nacional que avilta nosso senso de democracia, de respeito à imprensa, à pluralidade de cores e raças do nosso multifacetado Brasil.

 

A cultura, a educação e o meio-ambiente foram postos de lado em detrimento de um desejo insano de alterar uma modalidade de votação que é exemplo mundo afora ... a mim não faz sentido. Aliás, nosso modelo eleitoral tem sido um dos poucos motivos de orgulho nacional!  Ou seria essa insanidade uma "cortina de fumaça" que visa acobertar intenções outras, obscuras?

Provocações machistas, uma enxurrada de fake news disparadas por milícias digitais de plantão e afronta à nossa Carta Magna com um discurso golpista ameaçador me faz crer que vivemos nosso pior momento na história.

De que adianta cantar o Hino, honrar a Bandeira Nacional se as instituições e suas soberanias estão sendo varridas em tom ameaçador.

Mundo afora, a governança tem sido motivo de troça pelos seus “feitos” e nós brasileiros resistimos alienados restritos às nossas fronteiras.

A doença assolou o país, ceifou famílias às custas de um discurso vazio, sem nexo e sem ciência. Foi a “guerra de braço” mais estúpida de todos os tempos.

E isso sem falar nas Forças Armadas que tiveram sua glória pisoteada pelo seu “Capitão da reserva”.

Esforço-me, mas não entendo. O fantasma de um golpe batendo à porta e seu protagonista recebe um tapinha no ombro e um cafezinho???

Não sei sobre a capacidade de resistência de vocês, mas a minha anda no limite.

Sobre aqueles que divergem do meu “ver”, respeito e não discuto até porque no país democrático em que ainda acredito fazer parte ideias adversas são respeitadas. E quando debatidas, são com argumentos plausíveis, sem chacota, sem palavrões, sem ofensa e sem deboche.

Eis aí a verdadeira democracia que coloca na mesa a pauta de discussão sem necessidade de apelar para desvarios ou voz escalonada.

Para quem crê que um golpe seria a solução neste nosso dramático cenário, ouso lembrar que toda e qualquer ditadura começa com um belo discurso e aparentes bons propósitos, mas não se sustenta. Basta olharmos por cima do muro.

Peço que Deus olhe por nós brasileiros, povo vitimado por tantos anos à mercê de governos incapacitados, corruptos que só enxergam a posição, as regalias, bajulações e cafezinhos.


Publicado em 19/07/2021 Autora: Patricia De Conti - Copyright ©

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