Ah, se pudéssemos tomar para nós os percalços dos nossos filhos, abreviar os dias difíceis e impedir que eles cometam os mesmos erros que nós cometemos na juventude.

Sabemos muito bem que impedir que nossos filhos levem seus tombos, muito provavelmente, os transformaria em pessoas enfadonhas, sem o menor senso de responsabilidade e pequenas de caráter.

Sim, sabemos disso....

Sabemos, também, que eles precisam viver seus sonhos, sair em busca dos seus anseios e fazer as opções que lhes convier.

Mas que pais não sonham felicidade, profissões e sucessos de várias ordens para seus filhos?

 

Quando olhava minha pequena Julia no berço imaginava qual seria sua opção profissional, quais seriam seus sonhos e pedia a Deus que a vida lhe sorrisse sempre, que lhe concedesse saúde e que as asas de todos os anjos a protegessem de todo o mal.

Agora, ela com 20 anos, com opção profissional definida, sonhos em ebulição e o sorriso largo que me encanta e muitas vezes tenta me ludibriar, ainda cultivo minhas preocupações.

É nessa hora que precisamos conversar, esclarecer em diálogos longos, acompanhados de uma xícara de café e aquele bolo recém-saído do forno, que a vida tem percalços;

que talvez um dia você (mãe ou pai) não esteja mais por perto e que deve ficar tudo bem;

que é sempre possível mudar de ideia, mudar de planos;

que não é problema, nem pecado, sair de uma relação que não faz bem;

que quer seja patrão ou empregado dias difíceis virão, mas que sempre haverão outros dias para recomeçar projetos e novas ideias;

que é preciso poupar, para que em tempos sombrios haja um “pé de meia”;

que viajar amplia os horizontes e aprender sobre novas culturas nunca é demais;

que um dia na praia ou um piquenique faz toda a diferença;

que dinheiro não traz felicidade, mas é ótimo ter conforto e tranquilidade;

que ter amigos e ser um bom amigo é uma das coisas mais significantes da vida;

que é preciso ter gratidão todos os dias;

que ser honesto permite boas noites de sono;

que cuidar da saúde é obrigação, o que jamais pode ser negligenciado;

que nossa essência é nosso DNA, jamais se desvia;

que ajudar quem precisa é dever moral e social;

que devem se cuidar e não se expor a riscos e violência;

que ele (filho ou filha) é amado imensamente!!!

É engano dos pais acharem que seus filhos sabem de tudo isso. Verbalizar é preciso, não espere que eles adivinhem o que você pensa ou deseja.

Tenha muitas conversas francas, doces. Conte histórias, suas e outras que você ouviu pelo caminho.

E ouça-os com o coração, viva esse amor de pai/mãe e filhos que é a maior dádiva dessa vida!


Publicado em 05/11/2020 Autora: Patricia De Conti - Copyright ©

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